A memória futura: “Reminisção”, de Guimarães Rosa

Maria Lucia Guimarães de Faria

Resumo


Diz Henri Corbin que a imaginação criativa é o órgão da percepção teofânica, aquela através da qual se dá o encontro entre o Céu e a Terra (CORBIN, 1969: 98). O amor proporciona uma visão da amada invisível, ainda virtual, na amada visível, mas esta atualização depende da imaginação ativa, que faz o amor físico e o amor espiritual “conspirarem”. Propiciando a desocultação do que cada ser humano tem de mais essencial, o amor religa os fios rompidos que compõem o enredo mais nobre da vida de uma pessoa. O amor é o impulso universal de união,
mas, antes de promover a ligação dos corpos, ele orquestra a reunião das almas.

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