Esboço de uma órbita do sujeito filosófico: Kant, Fichte e Novalis

Lucia Ricotta

Resumo


Gostaria de desenvolver esse pequeno esboço fazendo incursão por alguns fundamentos da filosofia transcendental, nascida da Crítica da Razão Pura e, por algumas idéias de Novalis sobre a Doutrina da Ciência de Fichte, cujas construções sistemáticas nos legou uma tradição filosófica sob o nome de idealismo alemão, comumente associado a filósofos como, Fichte, Schelling e Hegel. Devese dizer que o horizonte do idealismo é construído sobre um solo de crise. Crise esta instalada pela tentativa de solapar os objetos da metafísica por uma crítica da razão. Kant, certamente, é o protagonista dessa tentativa. Ele expulsara do problema do conhecimento os objetos de natureza metafísica: Deus, liberdade e imortalidade da alma. Deus está para crença e não pro conhecimento, afirmava Kant contra os dogmáticos. No epicentro dessa crise, portanto, os escritos dos primeiros românticos (Novalis, Tieck e os irmãos Schlegel) dão forma à liberdade de constituição da subjetividade. Ficarei restrita a Novalis em duas de suas obras, Os Hinos à Noite e seus fragmentos reunidos em Pólen, espécie de manifesto do primeiro romantismo alemão, publicado em 1798, na Revista de Jena, Athenaeum.


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