Simulacro e repetição como contrainformação na era da sociedade de controle

Paula Davies Rezende

Resumo


Este trabalho tem por objetivo discutir o poder da imagem-simulacro de operar como contrainformação e ato de resistência no âmbito da pós-modernidade, bem como reivindicar sua potência estética e política. Para fundamentar essa perspectiva, desenvolvo a concepção de que a simulação é um tipo de imagem que detém forças para liberar-se do campo de força do real, com capacidade de questionar o status quo imagético. Analiso exemplos em que a imagem-simulacro é capaz de desafiar os ideais de autoria, originalidade e autenticidade, engendrando processos de ressignificação e de dilatação de sentido através da repetição, caraterística criticada por autores como Fredric Jameson e Jean Baudrillard.


Palavras-chave


simulacro; simulação; arte tecnológica; pós-modernidade; Internet.

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