Perto do asfalto, longe da civilização.

Oneide Andrade da Costa

Resumo


O presente trabalho pretende apresentar um poema criado a partir da inspiração advinda da vivência experimentada na pesquisa “À beira da vida: vulnerabilidade social dos beiradeiros do extremo sul da Bahia, Brasil”, que vislumbra retirar da invisibilidade pessoas que fizeram da beira da estrada uma opção de moradia e sustento para si e suas famílias, ocupando as faixas de domínio público às margens das rodovias federais e estaduais no Brasil, edificando moradias com materiais diversos e plantações, e aqui chamamos beiradeiros. O recorte geográfico foi de 26 km de extensão, partindo de Teixeira de Freitas, município do Estado da Bahia, seguindo pela rodovia BR-101 na direção norte, sendo o marco inicial a placa que sinaliza o início/fim do “perímetro urbano”. Os dados descrevem esta população, e serviram de inspiração para construção do poema: a observação dos participantes, gestos, olhares, a conquista paulatina da confiança, a esperança de uma parcela da população que sequer está relacionada, inclusive, no rol de categorias do próximo Censo em 2020, e experimentam todos os dias os dissabores da invisibilidade política e social, em busca de sustento e paz, entregues à própria sorte à margem da sociedade, na beira do caminho.

Fotógrafa: Ananda da Luz Ferreira @beiradeiros_ufsb


Palavras-chave


Beiradeiros, poesia, vulnerabilidade social.

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Referências


FERREIRA, Ananda da Luz. (Fotógrafa). Beiradeiros: conflitos, vulnerabilidade e exclusão social no extremo Sul da Bahia. Fotografia Acervo da Pesquisa. 1 fotografia. Teixeira de Freitas-BA, 2018-2019.


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