Mineração, temporalidade e responsabilidade: governança extrativista no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.63272/2526-5229.2026.77275Abstract
Este artigo de perspectiva objetivou demonstrar que a crise de governança da mineração no Brasil não decorre de políticas mal-implementadas, mas de uma concepção estrutural incompatível com a temporalidade real dos impactos extrativistas. Metodologicamente, articulou-se revisão bibliográfica interdisciplinar e análise documental de três casos: Mariana (2015), Brumadinho (2019) e o colapso geomecânico provocado pela Braskem em Maceió, interpretados à luz da longa duração de Braudel, da razão instrumental de Horkheimer e Adorno e do Princípio Responsabilidade de Jonas. Concluiu-se que o marco regulatório comprime horizontes de avaliação, instrumentaliza a ciência e externaliza custos irreversíveis. A escassez de literatura que articule teoria crítica e evidência empírica revelou como achado: a pegada bibliográfica de uma impunidade estrutural.
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