DE GAZA AO ZAMBEZE: A REINVENÇÃO DA HISTÓRIA EM UALALAPI E CHORIRO, DE UNGULANI BA KA KHOSA

Vanessa Ribeiro Teixeira

Resumo


Ungulani Ba Ka Khosa, um dos principais ficcionistas moçambicanos dos séculos XX e XXI, começa seu passeio pelos caminhos tortuosos da recriação histórica ao revisitar o século XIX moçambicano e reconstruir a imagem de Ngungunhane, o último imperador de Gaza, com a publicação de Ualalapi em 1987. O temido “Leão de Gaza” tem sua aura heroica abalada pelo exercício da releitura crítica da História, o qual prevê a dessacralização do monumento. Em 2009, pouco mais de duas décadas após a publicação de Ualalapi, Khosa volta a visitar o século XIX moçambicano, deixando-se levar pelas águas do rio Zambeze, e encontra o fio condutor para a escrita do romance Choriro, protagonizado pelo português António Gregódio. O “branco-preto”, alçado pelo povo à condição de soberano, surge como um símbolo do projeto de reconfiguração histórica, que nasce de alguns registros soterrados. O presente trabalho busca discutir o processo literário de reconfiguração histórica, perpassado como é pelas singularidades do discurso da memória, enfatizando a importância dos exercícios da polifonia e da intertextualidade na articulação desse novo dizer.

PALAVRAS-CHAVE: Ungulani Ba Ka Khosa; Moçambique; ficção, história; intertextualidade.


Palavras-chave


Ungulani Ba Ka Khosa; Moçambique; ficção, história; intertextualidade.

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DOI: https://doi.org/10.35520/mulemba.2014.v6n10a5002

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