As autoridades tradicionais e a guerra civil moçambicana em Ventos do apocalipse, de Paulina Chiziane

Maria Perla Araújo Morais

Resumo


Ventos do apocalipse, de Paulina Chiziane, trata da guerra civil em Moçambique. Depois da independência moçambicana, o partido-estado Frelimo adotou um governo de orientações socialistas, espelhando um aparato organizacional e político europeu. Acontece que antigas lideranças locais, insatisfeitas com a perda de poder e com abandono de tradições, tiram proveito do despreparo da Frelimo para governar as comunidades locais e se organizam em torno da Renamo, tornando aguda a crise social que se seguiu à independência. O confronto entre o projeto de nação do partido-estado Frelimo e as lideranças tradicionais delineiam um panorama apocalíptico dentro do romance. Chiziane discute o papel e lugar da tradição no contexto de criação de uma identidade nacional que desconsiderava a organização política, econômica e cultural preexistente

Palavras-chave


Paulina Chiziane; guerra civil; socialismo; tradição; Moçambique

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DOI: https://doi.org/10.35520/mulemba.2016.v8n15a5337

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