Ilha e memória: uma leitura da obra O útero da casa, de Conceição Lima

Naduska Mário Palmeira

Resumo


A fim de propor uma leitura pelo interior da poética de Conceição Lima e buscar marcas das veredas identitárias, memorialísticas, afetivas e de reconstrução da terra natal ou retorno ao lugar originário ou lugar de afeto que Lima percorre, é preciso viajar pela Casa de seu ser, pontualmente, pela poética da obra útero da casa (2004), já que em A dolorosa raiz do micondó (2008) o sentido de identidade e de busca da africanidade -- e não apenas da são-tomensidade -- amplia-se a uma busca mais coletiva que íntima, mais africana que são-tomense, e em O país de Akendenguê (2011) a poeta canta sua relação com a África e as pessoas que nasceram de seus encontros com as artes, os amigos, as referências afetivas e políticas, e, sobretudo, traduz em versos/cantos a sua referência musical, figurada no gabonês Pierre Akendenguê. Como ponto de partida, não é de se estranhar que seja esta, O útero da casa, a primeira obra -- muito embora não seja a primeira manifestação literária da poeta --, uma reunião de poesias que são uma espécie de relato íntimo do parto da Nação e das personalidades que pairam sobre a terra e suas referências míticas.

Palavras-chave


Conceição Lima, afeto, memória, narrativas nacionais, história, mito

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DOI: https://doi.org/10.35520/mulemba.2016.v8n15a5339

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