CULICIDAE (DIPTERA) NO BRASIL: RELAÇÕES ENTRE DIVERSIDADE, DISTRIBUIÇÃO E ENFERMIDADES.

Mário Pessôa Guedes

Abstract


A grande diversidade biológica e o alto endemismo de espécies nomeiam o Brasil como um país megadiverso, contendo cerca de um décimo da biota mundial. Essa riqueza está distribuída no território nacional em seis Biomas continentais: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Pampa, os quais são caracterizados pela uniformidade do ambiente, de acordo com o clima, a fitofisionomia, o solo e a altitude. Em uma das grandes ordens de insetos, Diptera, o conhecimento ecológico e taxonômico é focalizado em espécies de importância econômica ou médica, como, por exemplo, em Culicidae. São aproximadamente 470 espécies de Culicidae distribuídas no Brasil, com espécies consideradas como silvestres e outras antrópicas, com maior adaptabilidade a sistemas modificados pelo homem. Um fator que determina a ocorrência dessas espécies é a heterogeneidade estrutural do Bioma, sendo que a maior diversificação de recursos no habitat permite a coexistência. Porém, a tendência dos habitats em se tornarem menores e mais isolados vem causando a perda de diversidade, sendo que no Brasil, as estimativas mais conservadoras indicam que 30% do território natural está alterado por uso humano. A capacidade de adaptação dos Culicidae ao meio antrópico é a razão pela qual essa família tem um grande sucesso evolutivo, permitindo a esses insetos vetores viver em meio a ambientes antropizados. É possível que as enfermidades veiculadas por esses insetos venham a apresentar contínuas adaptações, portanto procura-se destacar a distribuição de Culicidae no Brasil e relacionaá-las a mudanças nos ambientes naturais e na epidemiologia de algumas enfermidades. Deve-se, portanto, assumir políticas de vigilância epidemiológica e entomológica, também relacionando os Culicidae silvestres, em prol de um retrato lúcido da fauna de Culicidae, como um todo, em escala local e global.


Keywords


Culicidae; Biomas; Heterogeneidade estrutural; Fragmentação de habitat.

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ISSN 2177-6199