A FALSIFICAÇÃO E O TEATRO GREGO: DUAS FACES DA MESMA MOEDA

Lorena Lopes da Costa

Resumo


O presente artigo busca discutir a ficção para além do ψεῦδος (pseûdos) no mundo grego. Para tanto, examino o estatuto da ficção e do ficcional a partir de moedas falsas. Na relação do homem grego com sua moeda, falsa ou verdadeira, deparamo-nos com situações em que moedas falsas são autorizadas a integrar a circulação, tornando-se, consequentemente, equivalentes às verdadeiras; há também moedas falsificadas capazes de pôr em xeque as verdadeiras; e ainda as falsas que podem se tornar mais verdadeiras do que as reais. É preciso notar que o contraste vocabular entre ψεῦδος e ἀλήθεια (alétheia) não permite perceber a fluidez da fronteira entre uma ideia e outra. Donde, talvez, a contribuição de observar como essa mesma fronteira se comporta nas práticas do mundo grego pouco familiares às noções de ψεῦδος e ἀλήθεια (como no caso das moedas), mas que, inevitavelmente, participam de sua elaboração e sofisticação. Tais práticas ajudam, assim, a explicar o pacto de ficcionalidade no teatro clássico.

Palavras-chave


falsificação; moedas falsas; moedas verdadeiras; ficção; teatro.

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DOI: https://doi.org/10.26770/phoinix.v22n3

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