AGER ROMANVS ANTIQVVS: A CONSTRUÇÃO DE UMA “PAISAGEM RELIGIOSA” NA ROMA AUGUSTANA

Autores

  • Claudia Beltrão da Rosa Professora associada de História Antiga da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

DOI:

https://doi.org/10.26770/1413-5787_20-2_6

Palavras-chave:

Religião romana, mitos e rituais, paisagens religiosas, restauratio augustana.

Resumo

O principado augustano promoveu uma série de intervenções religiosas em Roma – na urbs e em seu suburbium –, criando um grande “palco” no qual um passado mítico foi encenado. Trata-se de um momento no qual mitos etiológicos foram inventados e/ou ressignificados, bem como novas formas e usos rituais promoviam conteúdos e significados importantes para seus autores e sua audiência. Templos e altares no suburbium, criados a fundamento ou “restaurados”, formaram uma “paisagem religiosa” organizada e politizada, à qual a historiografia moderna nomeou ager romanus antiquus, com base em etiologias que explicavam as origens da urbs e/ou da respublica. Destacarei dois desses santuários, designadamente Terminalia – vinculado ao mito de Numa Pompílio e Iuppiter Optimus Maximus e ao tema dos marcos territoriais – e Fortuna Muliebris – vinculado ao mito do Coriolano e ao tema do solo romano e dos papéis de gênero –, visando à análise das relações entre religião, política e comunidade.

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Publicado

2020-07-24

Como Citar

ROSA, Claudia Beltrão da. AGER ROMANVS ANTIQVVS: A CONSTRUÇÃO DE UMA “PAISAGEM RELIGIOSA” NA ROMA AUGUSTANA. PHOÎNIX, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 91–108, 2020. DOI: 10.26770/1413-5787_20-2_6. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/phoinix/article/view/33075. Acesso em: 22 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos