UMA COMUNIDADE EM ESTADO DE ALERTA: JOÃO CRISÓSTOMO E O APELO AOS CRISTÃOS DE ANTIOQUIA NO COMBATE AOS JUDAIZANTES

Gilvan Ventura da Silva

Resumo


Em 386, ao ser ordenado presbítero da igreja de Antioquia, João Crisóstomo inicia uma série de homilias destinadas a confrontar os judeus e judaizantes, ao que tudo indica, bastante numerosos à época. O primeiro dos oito sermões Adversus Iudaeos é pronunciado muito provavelmente em fins de agosto de 386, quando João decide interromper uma série anterior de homilias dedicadas a refutar o anomeísmo, uma subdivisão do arianismo que contava com uma comunidade aguerrida em Antioquia para tratar do que define como uma “grave enfermidade” no corpo da igreja. Essa moléstia, que reclamava sua pronta intervenção, eram as relações de sociabilidade mantidas entre judeus e cristãos, o que parecia algo perfeitamente natural para muitos. Na tarefa de livrar a congregação de Antioquia da “moléstia judaizante”, João Crisóstomo apela para o auxílio dos próprios fiéis, que são exortados a se colocarem em permanente estado de vigilância uns contra os outros. Nosso propósito, nesse artigo, é analisar os argumentos empregados pelo autor tanto para conferir uma determinada identidade (oposta à judaica) à koinonia dos cristãos antioquenos quanto para conclamá-los a atuar como “olhos e ouvidos” do presbítero, reportando às autoridades eclesiásticas qualquer situação que ameaçasse o “corpo” da Igreja.


Palavras-chave


Antiguidade Tardia; Antioquia; João Crisóstomo; judeus; Cristianização.

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DOI: https://doi.org/10.26770/1413-5787_20-2_8

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