Correlações entre mobilidade articular sistêmica, força muscular e dor em jovens praticantes de natação e balé clássico
Palavras-chave:
mobilidade, dor, força, bailarinas, nadadoresResumo
O balé clássico e a natação exigem de seus praticantes grande consciência corporal para realizar movimentos em grandes amplitudes articulares e repetitivos durante sua performance. Embora não haja um consenso sobre mobilidade ser um fator de risco, nas duas atividades observa-se que a laxidão e instabilidade articular podem estar associadas à presença de dor. Este estudo tem por objetivo apresentar características osteomioarticulares em bailarinos e atletas de natação e correlacionar essas variáveis com a força muscular e prevalência de dor nessa população. Trata-se de um estudo transversal descritivo. O Índice de Mobilidade Articular (IMA) foi avaliado a partir dos Escores de Beighton para Hipermobilidade, a força muscular (FM) foi mensurada por dinamometria de preensão palmar e a presença de dor a partir do autorrelato em questionário específico. Foram selecionadas 41 bailarinas e 35 atletas de natação. A dor foi prevalente em 36% dos indivíduos do grupo Balé e em 22% (n=8) do grupo natação. Um índice de hipermobilidade articular ≥ 4 foi observado em 90% (n=37) dos praticantes de balé e 28% (n=10) entre atletas de natação. Não foi observada correlação entre dor e outras variáveis nos dois grupos. Visando compreender os efeitos da hipermobilidade articular na prática esportiva, é necessária uma amostra maior para fins de análise. Além disso, é necessário um olhar mais atento à dor e seus condicionantes de forma multifatorial.
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