Terapia ocupacional, racismo e formação acadêmica: debates (im)pertinentes
Occupational Therapy, racism, and academic education: (im)pertinent debates
DOI:
https://doi.org/10.47222/2526-3544.rbto70037Palavras-chave:
Terapia Ocupacional, Formação, RacismoResumo
Introdução: O racismo é um fenômeno estrutural e sistêmico na sociedade brasileira, que repercute de distintas maneiras na vida da população negra. Este artigo busca aprofundar as reflexões em torno das implicações éticas, políticas e formativas que atravessam a atuação da Terapia Ocupacional diante das desigualdades raciais, buscando contribuir para a construção de uma práxis comprometida com o enfrentamento do racismo estrutural e com a promoção da equidade racial no campo. Métodos: Para tanto, foi realizado um estudo quanti-qualitativo com discentes e docentes vinculados ao curso de graduação em Terapia Ocupacional de uma instituição de ensino superior localizada na região Sudeste do Brasil. Participaram deste estudo 77 discentes e cinco docentes, que responderam a formulários eletrônicos no Google Forms. Foram realizadas análises estatísticas dos dados quantitativos e análise exploratória dos dados qualitativos. Resultados: Os dados revelaram que o ambiente acadêmico do curso é predominantemente composto por pessoas brancas. Além disso, observou-se que as discussões sobre questões raciais ainda são escassas ao longo da formação profissional. Discussão e conclusão: A ausência de um debate consistente sobre as relações raciais na formação em Terapia Ocupacional pode produzir implicações importantes para a prática profissional. Assumir uma postura ética, política, estética e socialmente comprometida com o antirracismo exige a inserção crítica dessas discussões no percurso da formação acadêmica.
Abstract:
Introduction: Racism is a structural and systemic phenomenon in Brazilian society that affects the lives of the Black population in different ways. This article seeks to deepen reflections on the ethical, political, and educational implications that permeate Occupational Therapy practice in the face of racial inequalities, aiming to contribute to the construction of a praxis committed to confronting structural racism and promoting racial equity in the field. Methods: To this end, a quantitative-qualitative study was conducted with students and faculty members linked to the undergraduate Occupational Therapy program at a higher education institution located in Southeastern Brazil. The study included 77 students and five faculty members, who answered electronic forms on Google Forms. Statistical analyses were performed on the quantitative data, and exploratory analysis was conducted on the qualitative data. Results: The data revealed that the academic environment of the program is predominantly composed of white individuals. In addition, discussions on racial issues were found to remain scarce throughout professional education. Discussion and conclusion: The absence of a consistent debate on racial relations in Occupational Therapy education may have important implications for professional practice. Adopting an ethical, political, aesthetic, and socially committed anti-racist stance requires the critical inclusion of these discussions throughout academic education.
Keywords: Occupational Therapy. Education. Racism. Anti-racism.
Resumen:
Introducción: El racismo es un fenómeno estructural y sistémico en la sociedad brasileña, que repercute de distintas maneras en la vida de la población negra. Este artículo busca profundizar las reflexiones sobre las implicaciones éticas, políticas y formativas que atraviesan la actuación de la Terapia Ocupacional frente a las desigualdades raciales, buscando contribuir a la construcción de una praxis comprometida con el enfrentamiento del racismo estructural y con la promoción de la equidad racial en el campo. Métodos: Para ello, se realizó un estudio cuantitativo-cualitativo con estudiantes y docentes vinculados a la carrera de grado en Terapia Ocupacional de una institución de educación superior ubicada en la región Sudeste de Brasil. Participaron en este estudio 77 estudiantes y 5 docentes, quienes respondieron formularios electrónicos en Google Forms. Se realizaron análisis estadísticos de los datos cuantitativos y análisis exploratorio de los datos cualitativos. Resultados: Los datos revelaron que el ambiente académico del curso está compuesto predominantemente por personas blancas. Además, se observó que las discusiones sobre cuestiones raciales aún son escasas a lo largo de la formación profesional. Discusión y conclusión: La ausencia de un debate consistente sobre las relaciones raciales en la formación en Terapia Ocupacional puede producir implicaciones importantes para la práctica profesional. Asumir una postura ética, política, estética y socialmente comprometida con el antirracismo exige la inserción crítica de estas discusiones en el trayecto de la formación académica.
Palabras clave: Terapia Ocupacional. Formación. Racismo. Antirracismo.
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