Terapia Ocupacional em grupo: dispositivos e produção de cuidado na RAPS
Group Occupational Therapy: devices and care production in the psychosocial care network (RAPS)
DOI:
https://doi.org/10.47222/2526-3544.rbto72933Palavras-chave:
Prática de Grupo., Terapia Ocupacional., Atenção Psicossocial.Resumo
Introdução: Este artigo compreende os dispositivos grupais na perspectiva de terapeutas ocupacionais atuantes na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), identificando potencialidades, processos e métodos dessa prática em saúde mental, sob o contorno da Política Nacional de Humanização (PNH). Métodos: Pesquisa qualitativa realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com sete terapeutas ocupacionais da RAPS que coordenam grupos. Os dados foram tratados e codificados por meio da Análise de Conteúdo. Resultados: Emergiram regularidades discursivas que delinearam o tema central “trabalho com grupos”, desdobrado em três subtemas: potencialidades do trabalho com grupos; grupo como processo; e métodos do trabalho com grupos. Discussão: O cuidado grupal evidenciou processos de inventividade e flexibilidade de papéis diante do inesperado no trabalho em ato, englobando planejamentos, manejos e ferramentas teórico-práticas. Como potencialidades, destacaram-se a promoção de experimentações, a criação de vínculos, o fortalecimento de grupalidades, a afirmação de diferenças e a sustentação de processos que favorecem o “andar a vida” e o “ser mais” na realidade extramuros. Conclusão: A terapia ocupacional legitima os grupos e os saberes produzidos na experiência, colaborando com práticas consistentemente antimanicomiais e em consonância com as diretrizes da RAPS e da PNH, o que afirma as atividades grupais como potentes dispositivos de desinstitucionalização.
Abstract:
Introduction: This article examines group devices from the perspective of occupational therapists working in the Psychosocial Care Network (RAPS), identifying the potentialities, processes, and methods of this practice in mental health, within the framework of the National Humanization Policy (PNH). Methods: This qualitative study was conducted through semi-structured interviews with seven occupational therapists from the RAPS who coordinate groups. Data were processed and coded using Content Analysis. Results: Discursive regularities emerged, outlining the central theme “work with groups,” which was divided into three subthemes: potentialities of work with groups; group as a process; and methods of work with groups. Discussion: Group care revealed processes of inventiveness and role flexibility when facing the unexpected in work in action, encompassing planning, management, and theoretical-practical tools. As potentialities, the promotion of experimentation, creation of bonds, strengthening of groupness, affirmation of differences, and sustaining of processes that favor “walking through life” and “being more” in extramural reality stood out. Conclusion: Occupational therapy legitimizes groups and the knowledge produced through experience, collaborating with consistently anti-asylum practices in line with RAPS and PNH guidelines, which affirms group activities as powerful devices for deinstitutionalization.
Keywords: Group Practice. Occupational Therapy. Psychosocial Support. National Humanization Policy.
Resumén:
Introducción: Este artículo comprende los dispositivos grupales desde la perspectiva de terapeutas ocupacionales que se desempeñan en la Red de Atención Psicosocial (RAPS), identificando potencialidades, procesos y métodos de esa práctica en la salud mental, bajo el marco de la Política Nacional de Humanización (PNH). Métodos: Investigación cualitativa realizada mediante entrevistas semiestructuradas a siete terapeutas ocupacionales de la RAPS que coordinan grupos. Los datos fueron tratados y codificados a través del Análisis de Contenido. Resultados: Emergieron regularidades discursivas que delinearon el tema central "Trabajo con grupos", desglosado en tres subtemas: potencialidades del trabajo con grupos; el grupo como proceso; y métodos del trabajo con grupos. Discusión: El cuidado grupal evidenció procesos de inventiva y flexibilidad de roles ante lo inesperado en el trabajo en acto, abarcando planeamientos, manejos y herramientas teórico-prácticas. Como potencialidades, se destacaron la promoción de experimentaciones, la creación de vínculos, el fortalecimiento de las grupalidades, la afirmación de diferencias y el sostenimiento de procesos que favorecen el “andar la vida” y el “ser más” en la realidad extramuros. Conclusión: La Terapia Ocupacional legitima a los grupos y a los saberes producidos en la experiencia, colaborando con prácticas consistentemente antimanicomiales y en consonancia con las directrices de la RAPS y de la PNH, lo que afirma a las actividades grupales como potentes dispositivos de desinstitucionalización.
Palabras clave: Práctica de Grupo. Terapia Ocupacional. Atención Psicosocial. Política Nacional de Humanización.
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