Os impactos da alienação do trabalho sobre o reflexo psíquico consciente
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Resumo
Este artigo discute o conceito marxiano de alienação e suas implicações para a análise do reflexo psíquico consciente, a partir de autores marxistas clássicos e da Psicologia Histórico-Cultural. Objetiva analisar do ponto de vista teórico-conceitual como a alienação do trabalho, em especial, no capitalismo, aliena o reflexo psíquico consciente. Analisa, assim, o fenômeno a partir de três processos. 1) Ao deixar de ser controlada pelos trabalhadores e resultar em produtos que não lhes pertencem, a atividade de trabalho produz sentidos pessoais progressivamente restritos à manutenção da vida individual, alienando o sentido do trabalho como produção social da vida e produtor de valores de uso, consequentemente, determinando a alienação da consciência do ser-humano como ser coletivo e pertencente ao gênero humano. 2) Pelo fetiche da mercadoria oculta-se o caráter social do trabalho nela corporificado, determinando que a relação entre produtores se reflita no psiquismo como relação entre coisas, com determinações que se expandem para as demais esferas da vida humana, contribuindo com valorização dos objetos em detrimento das relações humanas e para o estranhamento em relação às forças produtivas sociais das quais o indivíduo é parte. 3) A alienação da atividade principal implica restrições ao desenvolvimento das funções psicológicas superiores, limitando-as às necessidades de desenvolvimento do trabalhador como força de trabalho. Com isso, limita-se o desenvolvimento do reflexo psíquico consciente, a capacidade do trabalhador apreender a realidade na qual se insere, limitando sua capacidade de refletir acerca das determinações da própria vida e de interferir nas mesmas.
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