"100 coisas e histórias" de um mesmo mundo: a homogeneização da representação, em Fernando Bonassi

Bárbara Del Rio Araújo

Resumo


Este artigo busca refletir sobre a representação das obras 100 histórias colhidas na rua (1996) e 100 coisas (2001), de Fernando Bonassi, a fim de evidenciar a homogeneização do processo narrativo que reitera a imagem de um mundo alienado, desiludido e sem qualquer possibilidade de transformação. O estudo parte dos efeitos da ironia, do choque e da elaboração minimalista da violência para demonstrar como esses elementos pouco sugerem a reflexão e neutralizam qualquer tentativa de atribuir um caráter contestatório à produção literária contemporânea nacional, cuja temática sempre se volta para a degradação e para a tragicidade humana.


Palavras-chave


literatura contemporânea; homogeneização narrativa; Fernando Bonassi.

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