Alguns apontamentos clínicos (e críticos) ao “Existir num mundo que não quer nada”

Hélia Borges

Resumo


Este artigo se debruça sobre contribuições de Winnicott à clínica psicanalítica em ressonância com observações traçadas por Deliny, como na ideia do agir. Winnicott instaura uma distância crítica ao modelo psicanalítico clássico, restituindo ao pensamento sua dimensão problemática e aproximandose, portanto, de clínicos, pesquisadores e filósofos atuais que se posicionam na contramão da condição, cada vez mais violenta, das práticas de assujeitamento. A proposição é interrogar a prática clínica no que se refere à oferta de um ambiente favorável, um topos, capaz de ativar o que está em potência, possibilitando o pensar de outro modo, o perceber de outro modo, indissociáveis de um processo permanente de criação.

Palavras-chave


Winnicott, Deliny, agir, clínica, topos.

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