Figures hybrides dans les métamorphoses d'Ovide: l'exemple des dendrophories et leur réception chez un poète latin de la Renaissance

Hélène Casanova-Robin

Resumo


Ao representar o instante da metamorfose em que o ser é, ao mesmo tempo, humano e vegetal, Ovídio tende a figurar uma congruência entre as duas naturezas, pondo em prática uma escrita da concinnitas que faz aparecer uma continuidade inesperada de modo a apagar a juntura prévia. O poeta humanista Pontano (1429-1503), leitor fervoroso das Metamorfoses, adota também essa escolha característica da estética ovidiana, explorando o dinamismo essencial do hibridismo a ponto de fazer dele um recurso da escrita poética. Vindo a unir os elementos disparatados, em uma surpreendente discordia concordans, esses poetas convertem o monstrum em prodígio de escrita, tanto que o híbrido se torna a metáfora esplêndida do desabrochar poético.


Palavras-chave


Ovídio. Estética. Poesia. Híbrido. Pontano. Metamorfose.

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