Enchantement et plaisir poétiques chez Homère

Catherine Collobert

Resumo


Homero e a maioria dos poetas reconhecem que a poesia visa ao prazer. Na Odisséia, Homero representa poetas cuja arte consiste em alçar o prazer em seu auditório. O prazer constitui, além disso, uma demanda do auditório. Todavia, para que o prazer aconteça o poeta deve produzir o encantamento definido como uma captura para a narrativa e um desapego da realidade. O encantamento só é possível nesse sentido se a narração estabelece uma distância entre a vida real do auditório e as personagens da narrativa. Homero é consciente da necessidade de tal distância como condição do encantamento e, por conseguinte, do prazer, como o mostra o exame da experiência de Ulisses no palácio de Alcino quando ele escuta o canto de Demódoco e a de Penélope ao escutar o canto de Fêmio. Demódoco e Fêmio fracassam em produzir o prazer por conta do envolvimento emocional de Ulisses e de Penélope na narrativa, quer dizer, por conta da ausência de distinção entre personagens reais e personagens da narrativa.


Palavras-chave


Prazer. Encantamento. Emoções. Homero. Odisseia.

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