Nietzsche e o tédio como a "volúpia do aborrecimento"

Robson Costa Cordeiro

Resumo


O trabalho procura analisar o fenômeno do tédio a partir do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e das reflexões feitas por Nietzsche, sobretudo no discurso de Assim falou Zaratustra intitulado da visão e do enigma e no parágrafo 341 de A Gaia Ciência. O objetivo é mostrar o tédio como uma afecção determinante do homem no destinar-se criador do seu próprio ser. Procuraremos interpretar o desejo de negar a vida como resultado de uma compreensão vulgar do fenômeno do eterno repetir-se de todas as coisas, que o homem indevidamente entende como sendo motivo para tédio, por ser um eterno voltar a constituir-se de vida sem nenhuma finalidade, e desse modo, sem nenhum sentido.


Palavras-chave


Tédio. Tempo. Estética. Metafísica. Fenomenologia.

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