O modelo aristotélico na configuração do episódido de Dido na Eneida de Virgílio

Cláudia Amparo Afonso Teixeira

Resumo


À construção do episódio de Dido na Eneida de Virgílio subjaz um modelo trágico, que não resulta apenas da exploração de determinados elementos que, de acordo com Aristóteles, são comuns à tragédia e à épica, nem de adições pontuais de elementos de natureza trágica que favorecem aproximações entre a rainha de Cartago e determinadas heroínas trágicas; pelo contrário, a configuração trágica do episódio estende-se, de acordo com a generalidade da crítica, aos seus planos conceptual e estrutural. O objectivo desta comunicação será o de demonstrar a influência do modelo aristotélico (que se manifesta, na Eneida de Virgílio, como um exemplo de pervivência em novo quadro estético) na configuração do episódio, bem como analisar o problema, amplamente discutido pela crítica, da hamartia (Poética, 13. 1453ª) subjacente à queda de Dido.

Palavras-chave


Tragédia; Eneida; Dido; hamartia; épica

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