As origens greco-latinas da nichtaristotelianische Dramatik senequiana

Paulo Sérgio Margarido Ferreira

Resumo


Em A angústia da influência (trad. de Miguel Tamen. Lisboa 1991), prevê Harold Bloom a possibilidade de os modernos críticos recorrerem a bons autores e a obras mais recentes, para compreenderem melhor os textos e os autores antigos. Baseado neste pressuposto, sustentou J. A. Segurado e Campos, em “Séneca, Brecht e o teatro épico” (Classica 23 1999 9-26), que as poéticas dos dramaturgos referidos têm em comum o facto de serem «não aristotélicas». O que agora se pretende demonstrar é que Séneca nada criou ex nihilo: desenvolveu e juntou, num todo coerente, aspectos que, in nuce e de forma dispersa e algo marginal, se encontravam em autores anteriores: cenas dialógicas e descritivas que não fazem avançar a acção, o lançamento do espectador in medios affectus irreversíveis das personagens, e os propósitos didácticos dos dramas.

Palavras-chave


Aristóteles; Brecht; Séneca; personagens; affectus; tragédia

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