A última defesa de Sócrates -- O corpo como metonímia do sensível

Jaa Torrano

Resumo


Sócrates defende a vida filosófica sob ameaça de pena de morte nos Diálogos de Platão: Górgias, Apologia, Críton e Fédon. Nesse último retomam-se e resumem-se as defesas anteriores. No Fédon, por uma série de reiterados e entrecruzados indícios de apropriação retórica e filosófica do imaginário mítico, a morte se torna metáfora do conhecimento, o corpo metonímia do sensível, o Deus Hades metáfora do inteligível e os Deuses antonomásia das ideias ou formas inteligíveis. Se o sentido dessa apropriação fosse levado em conta na leitura do diálogo, sua compreensão, a meu ver, sofreria uma reviravolta e se tornaria muito mais filosófica.

Palavras-chave


Platão; defesa da vida filosófica por Sócrates; Górgias; Apologia; Críton; Fédon

Texto completo:

PDF

Referências


GUTHRIE, W. K. C. The Greeks and their Gods. Boston, Beacon Press, 1951.

PLATÃO. Fédon. Tradução de de Jorge Paleikat. São Paulo, Abril Cultural, 1979.

PLATÃO. Fedro. Tradução de José Ribeiro Ferreira. Lisboa, Edições 70, 1997.

PLATÃO. Górgias. Tradução de Daniel R. N. Lopes. 1ª. Edição. São Paulo, Perspectiva/Fapesp, 2011.

PLATÃO. A República. Tradução de Anna Lia Amaral de Almeida Prado. São Paulo, Martins Fontes, 2006.




DOI: https://doi.org/10.25187/codex.v5i2.13495

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Jaa Torrano

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.