Dinâmica Fluvial no Semiárido Brasileiro: Morfoestratigrafia e Evolução de Paisagens Não Canalizadas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36403/espacoaberto.2023.58295

Palavras-chave:

Mapeamento geomorfológico, Morfoestratigrafia, Paisagens não canalizadas, Planícies antropogênicas

Resumo

Este trabalho buscou elucidar a evolução de paisagens não canalizadas no Planalto da Borborema por meio de uma abordagem morfoestratigráfica. Para contribuir com a compreensão da dinâmica superficial contemporânea destas áreas foram construídos mapeamentos geomorfológicos de detalhe, mediante a utilização de drones, técnicas digitais de restituição de imagens e  confecção de ortomosaicos georreferenciados. Os produtos, em escala de 1:2.000 constituem uma ferramenta para o reconhecimento de eventos formativos que originaram os depósitos que ora estruturam morfologias não canalizadas. O mapeamento revelou que há um forte componente antropogênico na criação dos espaços de acomodação, por meio da interposição de barramentos artificiais aos canais. As encostas coluviais atuam como áreas fontes de sedimento para a colmatação dos reservatórios que, abandonados, convertem-se em compartimentos antropogênicos de planícies. Essas unidades de acumulação, ubíquas sobre a paisagem regional, desempenham um papel fundamental na dinâmica das paisagens agrárias tradicionais do semiárido nordestino.

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Publicado

2023-09-13

Como Citar

DE BARROS, Ana Clara Magalhães; MUTZENBERG, Demétrio da Silva; CORRÊA, Antonio Carlos de Barros. Dinâmica Fluvial no Semiárido Brasileiro: Morfoestratigrafia e Evolução de Paisagens Não Canalizadas. Espaço Aberto, Rio de Janeiro, Brasil, v. 13, n. 2, p. 5–20, 2023. DOI: 10.36403/espacoaberto.2023.58295. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/EspacoAberto/article/view/58295. Acesso em: 18 jun. 2024.