Angústia e a provisoriedade da existência em Heidegger e Dostoiévski
Resumo
O artigo examina a angústia como estrutura da existência, articulando Heidegger e Dostoiévski. A partir de Ser e Tempo, mostra-se como o ser-aí, lançado no mundo, é confrontado pela angústia, revelando a finitude e a liberdade de suas possibilidades, sem assegurar autenticidade contínua. Em Memórias do Subsolo e Crime e Castigo, Dostoiévski encarna essa oscilação entre queda e recomeço, fracasso e reconfiguração de si. Conclui-se que, para ambos, a existência é uma tarefa inacabável: a provisoriedade não é obstáculo, mas traço constitutivo do ser, que se refaz continuamente entre impropriedade e possibilidade.
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