Kant em tempos distópicos
Resumo
Este artigo propõe discutir o campo ficcional da distopia como recurso para entender o que Marina Garcés tem chamado de “condição póstuma”. Nesse sentido, ele retoma a leitura que Hannah Arendt faz de Kant, especialmente de sua teoria do juízo e do papel da faculdade de imaginação, para justificar a plausibilidade do empenho de pensar questões filosóficas a partir de mundos imaginados. Ele propõe, por fim, por um lado, a hipótese de que uma distopia radical realizada implicaria a dissolução da capacidade de agência humana; por outro, aposta na resistência dessa capacidade de agência por meio da faculdade imaginativa dos juízos reflexionantes, tornados possíveis por uma comunicabilidade capaz de transcender as barreiras de um entendimento limitado em direção àquilo que Kant chamava de “mentalidade alargada”.
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