Neutralidade versus Perfeccionismo
DOI:
https://doi.org/10.59488/itaca.v0i15.255Resumo
RESUMO: Um dos maiores desafios das democracias contemporâneas é lidar com o multiculturalismo. Na base desse fenômeno está o desacordo moral permanente e o pluralismo de valores. Esse problema encontra respostas diferentes para duas correntes filosófico-políticas que pretendo analisar: a neutralidade política e o perfeccionismo político. Essa discussão vem se desenvolvendo desde a obra “Uma Teoria da Justiça” de John Rawls, lançada em 1971. Os perfeccionistas acreditam que se deva levar questões controversas para a arena política. Já os neutrais acreditam que uma posição neutra favorece mais o pluralismo razoável. Todavia, essa posição tende a evitar questões controversas. Nesse artigo, pretendo traçar algumas características dessas posições, apontando alguns atritos substantivos e algumas vantagens e desvantagens de ambos. Por fim, não se quer aqui defender essa ou aquela corrente. O objetivo maior é tentar fornecer, mesmo que superficialmente, uma análise imparcial e correta de um dos maiores problemas da filosofia política contemporânea.
PALAVRAS-CHAVE: democracia; liberalismo; desacordo moral; neutralidade; perfeccionismo.
ABSTRACT: One of the biggest challenges facing western democracies is how to deal with multiculturalism. At the foundation of the multiculturalism phenomenon is permanent moral disagreement and the pluralism of values. This paper analyzes two political philosophical answers to this problem: political neutrality and political perfectionism. This debate began with John Rawl's A Theory of Justice (1971). While perfectionists believe that controversial questions must be dealt with in the political arena, defenders of neutrality consider it important to avoid controversial questions because doing so favors reasonable pluralism. This paper attempts to delineate some aspects surrounding this debate, showing some points of disagreement between each position. In doing so, advantages and disadvantages of each are discussed. Finally, I do not advocate either position. My main goal is to attempt, even superficially, an impartial and correct analysis of one of the most pressing problems of contemporary political philosophy.
KEY-WORDS: democracy; liberalism; moral disagreement; neutrality; perfectionism.
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