THE AWAKENING AND THE VOICES IN NIKETCHE: UMA HISTÓRIA DE POLIGAMIA, BY PAULINA CHIZIANE

Autores

  • Fernanda Oliveira da Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

DOI:

https://doi.org/10.35520/diadorim.2019.v21nEspa29078

Palavras-chave:

Paulina Chiziane, women, orality, feminine voices

Resumo

Questioning the positions occupy in a patriarchal society is one of Niketche's main reflections: Paulina Chiziane's story of polygamy. From the dialogues with the theories of Spivak, Sandra Gilbert, Susan Gubar, one can see how there is a need for women to have their place of speech, thus demonstrating a change in their situation of subordination. Paulina Chiziane notes that there is no place for women where they can talk and be heard and, therefore, writes a narrative with performed and told by a woman. With her writing, Chizian breaks the objectification oj women made by male literature. It is observed that the struggle for a speech space happens both in the real world, undertaken by the writer, and in the literary universe, performed by Rami. The awareness of having her voice silenced is driven by the anguish the character (and we dare say the writer too) feels as she becomes aware of her subordinate place in society. It is also noted that the use of popular sayings, oral knowledge and proverbs would be a way to bring women into a prominent position and also preserve the oral tradition and make an appreciation of African culture.

Biografia do Autor

Fernanda Oliveira da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduação em Letras - Língua Portuguesa e Literatura - ABEU Centro Universitário (2016), especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas - UFRJ (2018). Atualmente, cursa Mestrado em Letras Vernáculas, área de Literaturas Africanas e é integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas Escritas do Corpo Feminino nas Literaturas de Língua Portuguesa (UFRJ/UNILAB). É professora do Centro Educacional Novo Amanhecer.

Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Graduação em Letras (Inglês), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1982); mestrado em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988); doutorado em Literaturas Africanas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997) e desenvolveu pesquisa de pós-doutorado, em Literaturas de língua portuguesa, em Paris IV (Sorbonne), com ênfase na escrita feminina (2016). Atualmente, é professora-associada de Literaturas Africanas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, universidade onde trabalha desde 2006. Tem experiência na área de Letras, voltando-se para Literaturas de língua portuguesa (Literaturas Africanas, Afro brasileiras e Portuguesa) e atuando principalmente nos seguintes temas: literaturas africanas e literatura comparada. Desenvolve pesquisa em literaturas de língua portuguesa e interessa-se, sobretudo, por imagens ligadas ao universo do riso, da busca de felicidade e das questões de gênero. É pesquisadora associada do CRIMIC (Centre de Recherches Interdisciplinaires sur les Mondes Ibériques Contemporains).

Downloads

Publicado

2019-12-06

Edição

Seção

v21-Especial