A recriação da oralidade no romance A Louca de Serrano, de Dina Salústio
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2024.v26n2a63671Resumo
Primeiro romance cabo-verdiano de autoria feminina, A Louca de Serrano, de Dina Salústio (1998), inicia-se com a seguinte frase: “- Esta é a história de Serrano”. Ao anunciar que vai dar início à história, a voz narrativa da obra se apresenta como um narrador de tradição oral, uma vez que se propõe a transmitir fatos colhidos através da experiência, ou ainda, do “ouvir dizer”. Com o propósito de conseguir uma maior adesão dos seus leitores/ouvintes, a voz enunciativa comunga das emoções dos personagens, tece comentários acerca de suas ações e comportamentos, rememora as experiências dos habitantes da pequena e mística cidade de Serrano e, através da ironia e do humor, imprime coloquialidade às suas falas. Vê-se, assim, que Dina Salústio recria, em determinadas passagens de seu texto, a voz do contador no momento da contação. Desse modo, buscaremos, em nossa pesquisa, identificar as estratégias enunciativas usadas pela autora para reinventar e encenar a oralidade em sua escrita. Citamos, como nossas principais fontes de consulta, os textos: Entre voz e letra: o lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX, de Laura Cavalcante Padilha (1995), O vão da voz: a metamorfose do narrador na ficção moçambicana, de Terezinha Taborda Moreira (2005), “O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov”, de Walter Benjamin (1994), e La forma inicial, de Ricardo Piglia (2015).
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