José-Maria de Heredia e a consagração de um poeta créole latino-americano no campo literário francês do final do século XIX
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2024.v26n2a64154Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar a trajetória (Bourdieu, 1996b) do poeta franco-cubano José-Maria de Heredia, considerando, para tanto, sua condição de autor créole. Trata-se de um poeta que, após sua chegada à França como um estrangeiro desconhecido, pôde alcançar a consagração institucional, a partir do acúmulo de diferentes capitais (Bourdieu, 1996a). Heredia se consagrou no campo literário francês do final do século XIX como um dos principais expoentes do movimento parnasiano. Apesar de ter sido um dos mais fiéis discípulos de Leconte de Lisle, foi capaz de desenvolver um estilo próprio, a partir da exploração em seus poemas de temáticas que traziam à tona, de forma recorrente, sua origem hispânica. Nascido em Cuba, o autor fez sua carreira literária na Europa e foi um dos responsáveis para que os parnasianos, ao redor de 1885, tornassem-se os principais detentores do capital simbólico no campo literário francês (Ponton, 1973). Nesse sentido, trata-se de um autor que, longe de ter ocupado um espaço periférico nos meios letrados de franceses, alcançou um dos postos de maior prestígio naquele campo literário na época de sua atividade. Para situar a posição nele ocupada por Heredia, empregaremos o referencial teórico desenvolvido por Pierre Bourdieu (1964; 1996a; 1996b). Além disso, ao analisar sua condição de autor créole, utilizaremos também os conceitos de zona de contato e de literatura heterogênea, propostos respectivamente por Mary Louise Pratt (1999) e por Antonio Cornejo Polar (2000).
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