Canção para ninar menino grande: a colonialidade da mente em questão

Autores

  • Nismária Alves David Universidade Estadual de Goiás, Programa de Mestrado POSLLI, Unidade Universitária de Pires do Rio, Câmpus Cora Coralina, Cidade de Goiás, GO, Brasil https://orcid.org/0000-0001-5278-4888
  • Jane Adriane Gandra Universidade Estadual de Goiás, Programa de Mestrado POSLLI, Unidade Universitária de Pires do Rio, Câmpus Cora Coralina, Cidade de Goiás, GO, Brasil https://orcid.org/0000-0001-7400-1610

DOI:

https://doi.org/10.35520/diadorim.2024.v26n2a64177

Resumo

Este artigo apresenta uma leitura do livro Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo, relacionada à temática da colonialidade das mentes que se materializa por meio da configuração da personagem masculina, herdeira de uma educação patriarcal e exposta a uma virilidade opressora. A metodologia empregada é o método analítico-interpretativo da obra literária, dialogando com a teoria sobre colonialidade do gênero, do poder, do ser e do saber. Para tanto, a fundamentação teórica que oferece a base para a discussão está pautada nos estudiosos, Aníbal Quijano (2005), Mary Del Priore (2009), Walter Mignolo (2017), Nelson Maldonado-Torres (2018), María Lugones (2019), entre outros. O conceito de colonialidade é central para a compreensão da persistência desse fenômeno observado socialmente e que se traduz nos efeitos simbólicos da colonização. A análise permite depreender a identidade colonizada da personagem masculina Fio Jasmim, que é construída por meio da voz coletiva das mulheres reunida pela narradora que, por sua vez, metaficcionalmente, questiona os limites entre a verdade e o ficcional.

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Biografia do Autor

Nismária Alves David, Universidade Estadual de Goiás, Programa de Mestrado POSLLI, Unidade Universitária de Pires do Rio, Câmpus Cora Coralina, Cidade de Goiás, GO, Brasil

Doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Pós-Doutora em Estudos Culturais pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente da Universidade Estadual de Goiás (UEG) no Curso de Letras da Unidade Universitária de Pires do Rio e no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Língua, Literatura e Interculturalidade (POSLLI) do Câmpus Cora Coralina. Integra a RedePoesia, o Grupo de Estudo e Pesquisa em Literaturas de Língua Portuguesa (GEPELLP/CNPq), o GT da ANPOLL Teoria do Texto Poético e o Gelco. CV: http://lattes.cnpq.br/6682621513643586 E-mail: nismaria.david@ueg.br Orcid: https://orcid.org/0000-0001-5278-4888

Jane Adriane Gandra, Universidade Estadual de Goiás, Programa de Mestrado POSLLI, Unidade Universitária de Pires do Rio, Câmpus Cora Coralina, Cidade de Goiás, GO, Brasil

Doutora em Letras pelo Programa de Estudos Comparados de Literaturas em Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo (USP) e Pós-Doutora em Literatura Portuguesa pela Universidade Católica Portuguesa (UCP-Braga/Portugal). Integra o Grupo de Estudo e Pesquisa em Literaturas de Língua Portuguesa (GEPELLP/CNPq). Docente da Universidade Estadual de Goiás (UEG) no Curso de Letras da Unidade Universitária de Posse e no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Língua, Literatura e Interculturalidade (POSLLI) do Câmpus Cora Coralina. CV: http://lattes.cnpq.br/9027649509165461 E-mail: jane.gandra@ueg.br Orcid: https://orcid.org/0000-0001-7400-1610

 

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Publicado

2024-12-30

Como Citar

DAVID, Nismária Alves; GANDRA, Jane Adriane. Canção para ninar menino grande: a colonialidade da mente em questão. Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários, Rio de Janeiro, v. 26, n. 2, p. e64177, 2024. DOI: 10.35520/diadorim.2024.v26n2a64177. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/article/view/64177. Acesso em: 10 mar. 2026.

Edição

Seção

v26n2 - LIT: O ziguezague de vozes e escritas em espaços de contato(s) e miscigenação mundo afora