Canção para ninar menino grande: a colonialidade da mente em questão
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2024.v26n2a64177Resumo
Este artigo apresenta uma leitura do livro Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo, relacionada à temática da colonialidade das mentes que se materializa por meio da configuração da personagem masculina, herdeira de uma educação patriarcal e exposta a uma virilidade opressora. A metodologia empregada é o método analítico-interpretativo da obra literária, dialogando com a teoria sobre colonialidade do gênero, do poder, do ser e do saber. Para tanto, a fundamentação teórica que oferece a base para a discussão está pautada nos estudiosos, Aníbal Quijano (2005), Mary Del Priore (2009), Walter Mignolo (2017), Nelson Maldonado-Torres (2018), María Lugones (2019), entre outros. O conceito de colonialidade é central para a compreensão da persistência desse fenômeno observado socialmente e que se traduz nos efeitos simbólicos da colonização. A análise permite depreender a identidade colonizada da personagem masculina Fio Jasmim, que é construída por meio da voz coletiva das mulheres reunida pela narradora que, por sua vez, metaficcionalmente, questiona os limites entre a verdade e o ficcional.
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