Literatura e macumba: Luiz Antonio Simas em sete encruzilhadas
Resumo
Este artigo tem como objetivo examinar a obra de Luiz Antonio Simas: escritor cujo trabalho se vê publicado a partir da década de 2000 e que ocupa um lugar singular no cenário da literatura brasileira contemporânea. É importante atentar para suas relações com as macumbas, especialmente no que diz respeito às definições políticas e brincantes que o autor propõe como “ciências encantadas” ou, segundo Rafael Haddock-Lobo, como “filosofias populares brasileiras”. Umbandas, candomblés, encantarias, jongos, capoeiras, sambas, festas de rua em geral advêm para confundir os limites entre macumba e literatura. O principal referencial teórico é um conceito engendrado pelo próprio Simas – cruzo – e que o autor entende como procedimento metodológico para seu processo criativo, ora também aqui utilizado no artigo, para proceder as análises. É importante, ainda, observar a encruzilhada entre literatura e oralitura (palavra criada por Leda Martins); entre escritas da cultura erudita (branca) e vozes da cultura popular (negra); entre mitos gregos e mitos africanos; e entre gêneros literários. Como resultado, Simas exibe um estilo – em sentido proposto por Antonio Carlos Secchin – afirmativo de uma poética e política de encantamento de corpos, povos e saberes marginalizados pelo projeto colonial no Sul Global.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Transferência de direitos autorais - Autorização para publicação
Caso o artigo submetido seja aprovado para publicação, já fica acordado que o autor autoriza a UFRJ a reproduzi-lo e publicá-lo na Diadorim: Revista de Estudos Linguísticos e Literários, entendendo-se os termos "reprodução" e "publicação" conforme definição respectivamente dos incisos VI e I do artigo 5° da Lei 9610/98. O artigo poderá ser acessado pela internet, a título gratuito, para consulta e reprodução de exemplar do artigo para uso próprio de quem a consulta. Essa autorização de publicação não tem limitação de tempo, ficando a UFRJ responsável pela manutenção da identificação do autor do artigo.

A Revista Diadorim utiliza uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0).