Segmentação gráfica, notação musical e constituintes prosódicos nas cantigas medievais galego-portuguesas
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68249Resumo
Partindo da consideração da interface Música-Fonologia, o objetivo desta pesquisa é investigar a prosódia do ancestral medieval do português (séculos XIII-XIV), a partir da consideração de dois fatores principais: 1) dimensão gráfica, no que diz respeito à segmentação das palavras por espaços; 2) dimensão musical das cantigas. Em outras palavras, o objetivo é investigar em que medida a segmentação do texto das cantigas medievais pode fornecer pistas da constituição prosódica em termos de agrupamentos em grupos prosódicos, sobretudo rítmicos. Neste artigo, analisa-se uma seleção de 10% das Cantigas de Santa Maria, de Afonso X (1221-1284) (as 42 cantigas iniciais). O objetivo é confrontar a construção dos grupos prosódicos com o movimento melódico/rítmico musical, focalizando os agrupamentos formados, na escrita, pela segmentação e, na música, pelo movimento melódico-rítmico. A análise do recorte considerado revela que não há, na maior parte dos casos, marcas gráficas específicas reveladoras dos limites prosódicos de constituintes superiores (tais como hiper e hipossegmentações, ligaduras gráficas etc.). As hipersegmentações acontecem prioritariamente para alinhar a letra à notação musical da partitura. As hipossegmentações parecem estar mais ligadas a fenômenos prosódicos (tais como cliticização de pronomes e preposições, processos de sândi etc.).
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