“Mulher não escreve assim”: os versos subversivos de Leila Míccolis
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68283Resumo
O presente estudo visa analisar como o fortalecimento do pensamento feminista se manifesta na poesia de Leila Míccolis a partir das interseções entre o feminismo e a poesia marginal na década de 1970. Para tanto, debruçamo-nos em poemas de Míccolis, em especial “Preconceito”, do livro Mercado de escravas (1984), levando em consideração o panorama poético da autora, lastreado pela estética da geração marginal e pela luta em favor do protagonismo feminino na poesia brasileira. Para compreender o contexto histórico-literário de surgimento da autora, recorremos aos estudos de Messeder Pereira (1981) e Moriconi (2002). No que diz respeito à crítica feminista em sentido mais amplo, a nossa análise baseia-se em Duarte (2021) e Matos (2010), bem como em Hollanda (2019; 2021) e Pietrani e Branco (2021) para refletir sobre as relações entre a poesia brasileira e o debate feminista a respeito da igualdade de sexos. Além disso, da fortuna crítica dedicada à obra de Míccolis, recorremos a Dalvi (2008) e Salgueiro (2007), a fim de observar como a poética de Leila Míccolis questiona o papel da mulher na sociedade e demonstra-se como recurso de resistência.
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