Por um portunhol na fronteira Brasil-Bolívia: a “guarania” de Ângela Maria Pérez
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68306Resumo
Este artigo analisa a presença de características do Portunhol Selvagem, conceito desenvolvido por Douglas Diegues, na escrita da poeta corumbaense Ângela Maria Pérez. A partir de uma abordagem qualitativa, propõe-se uma comparação entre as produções de ambos os autores com o objetivo de verificar a existência do portunhol literário na fronteira Brasil-Bolívia e destacar a produção feminina que ainda é escassa nesse campo. Embora tenham convivido em épocas e contextos territoriais distintos, mesmo que próximos, busca-se comprovar o emprego de uma estratégia linguística comum a ambos. A análise evidenciou o uso, por parte da autora, de uma linguagem que mistura o português, espanhol e, ocasionalmente, o guarani, rompendo com normas gramaticais e sentidos preestabelecidos, de maneira a promover uma expressão genuinamente fronteiriça e desvinculada das noções de pátria e pureza linguística. Desse modo, o estudo destaca a contribuição de Pérez para a literatura da região, considerando a ausência de registros prévios de uma produção literária com essas particularidades nessa zona fronteiriça.
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