Desde la herida, de Margarita Bustos Castillo: A poesia anticicatrizante
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68331Resumo
Estudo crítico da obra lírica Desde la herida, da professora, poeta e gestora cultural chilena Margarita Bustos Castillo, centrado no objetivo de destacar como a autora recupera signos do golpe militar ocorrido no Chile em 1973, e, por meio da associação entre lirismo, memória, política e resistência, promove uma relação com experiências políticas chilenas recentes, reavivando a ferida do autoritarismo e resgatando a imagem de Marta Ugarte, María Cristina López Stewart, Lumi Videla Moya, María Eugenia Martínez Hernández e Gloria Lagos Nilsson, mulheres vítimas da ditadura no país. A abordagem dialoga, entre outros, com conceitos e reflexões de Yanetsy Pino Reina, em Hilando y deshilando la resistencia; de Joël Candau, em Memória e identidade; de Alfredo Bosi, em O ser e o tempo da poesia; além de apresentar informações sobre a história social e política do Chile extraídas de artigos acadêmicos e periódicos digitais e demonstrar como a intertextualidade e a intersemiose, tais como as descrevem, respectivamente, Tania Carvalhal e Julio Plaza, contribuem para definir o caráter aqui nomeado como “anticicatrizante” da poesia de Bustos Castillo. Como fortuna crítica, recuperam-se considerações de Daisy Zamora, no prólogo da obra, e reflexões de Eleonor Concha Venegas, em resenha publicada na revista digital 13 Mirlos. Espera-se, com este estudo, contribuir para a ampliação do acesso ao conteúdo de obras de escritoras sul-americanas, em geral tão invisibilizadas no meio crítico e literário brasileiro.
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