É gay ou hétero? O papel da prosódia da fala e visual na percepção de gênero e orientação afetivo-sexual

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68351

Resumo

Neste estudo que relaciona prosódia da fala e visual (Munhall et al., 2004; Swerts; Krahmer, 2008; Pacheco, 2011; Moraes; Miranda; Rilliard, 2012) e sexualidade humana, investigamos como juízes caracterizam sujeitos do sexo masculino como homens héteros, gays, masculinos e não masculinos por meio da expressividade prosódica. Para isso, elaboramos seis formulários virtuais para seis diferentes grupos de avaliadores, que responderam a cinco perguntas a respeito da expressividade de fala e gesto, do gênero e da orientação afetivo-sexual de oito sujeitos cisgêneros, i.e., quatro gays e quatro heterossexuais autodeclarados. Coletadas e tabuladas as avaliações, obtivemos um total de 1.920 respostas, em que os juízes associaram maior expressividade acústica e visual à homossexualidade e à não masculinidade e menor expressividade à heterossexualidade e à masculinidade. Diante disso, concluímos que socialmente caracterizamos homens não masculino e/ou gays como sujeitos mais expressivos que homens héteros e/ou masculinos, reforçando uma ideia sócio-histórica de que gays são muito expressivos.

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Publicado

2025-12-27

Como Citar

SILVA, João Pedro Santana Luciano da; PACHECO, Vera. É gay ou hétero? O papel da prosódia da fala e visual na percepção de gênero e orientação afetivo-sexual. Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários, Rio de Janeiro, v. 27, n. 3, p. e68351, 2025. DOI: 10.35520/diadorim.2025.v27n3a68351. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/article/view/68351. Acesso em: 10 mar. 2026.

Edição

Seção

DIADORIM VOLUME 27.3 - Especial - Dossiê de Língua - Fonética, Fonologia e Prosódia: uma homenagem ao Professor João Moraes.