O grito das escritas insubmissas: poéticas em deslocamento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68657

Resumo

Transitando por uma escrita do corpo que também reivindica asas e produz movimentos literários e discursivos não hegemônicos, mulheres poetas independentes constroem sua própria linguagem e traçam rotas de produção e experimentação poéticas, não amparadas pelo cânone. Assim, buscando o deslocamento de universalidades e conceituações hegemônicas, em torno da produção poética de mulheres, este artigo propõe uma leitura poético-política dos poemas eu sou do time das insubmissas, de autoria da poeta e cantora pernambucana Luna Vitrolira, e Mulher, de autoria das poetas baianas Mariana Guimarães e Pók Ribeiro, ancorada numa perspectiva metodológica interseccional, que entrecruze outras vozes e pensamentos de mulheres como Glória Anzaldúa, Hélène Cixous, Grada Kilomba e Soujourn Truth. Pelos atravessamentos construídos, com a leitura dos poemas-corpos e corpus deste estudo, e as reflexões deles redobradas, pudemos tecer problematizações acerca das noções de escrita de mulheres, voz e grito poético como inscrições de subjetividades dissidentes, além de evidenciarmos que essas criações, escritas com o corpo, são também poéticas libertárias coletivas, pelas quais as mulheres poetas partilham experiências encarnadas, situadas, em cada verso atravessado pela pulsação de vida.

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Biografia do Autor

Erika Jane Ribeiro, Universidade Estadual de Santa Cruz

Erika Jane Ribeiro é doutora em Letras: Linguagens e Representações pelo PPGL da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Mestra em Educação, Cultura e Território Semiárido - PPGESA, pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB, possui graduação em Direito pela Universidade do Estado da Bahia (2010) e graduação em Letras - Língua Portuguesa, pela Universidade de Pernambuco (2004). É pesquisadora dos grupos de pesquisa Direito e Literatura: um olhar para as questões humanas e sociais a partir da Literatura - LEGENTES (PUC Minas/CNPq) e Linguagens e Desconstrução (Lides/UESC). Atua com mulheres poetas dos semiáridos baianos, é escritora, fotógrafa, além de professora de Língua Portuguesa da Rede de Ensino de Pernambuco e membro-coordenadora do grupo de escritoras do Vale do São Francisco Vozes-mulheres: além das margens. Atualmente, colabora com a coluna Escritas em Revoada da revista Ruído Manifesto.

Alexandre Oliveira Fernandes, Instituto Federal de Educação da Bahia

Alexandre de Oliveira Fernandes (Alexandre Osaniiyi) é Doutor em Ciências da Literatura (UFRJ); professor de Língua Portuguesa e Literatura do IFBA. Professor permanente no Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagens e Representações (PPGL - UESC - início: 2020). Desenvolve e orienta estudos em Ciências da Literatura com interface em Branquitude, Estudos Queer e Decoloniais, Desconstrução, Macumba, Epistemologias Dissidentes, Literatura e psicanálise. Estuda especialmente Jacques Derrida, Judith Butler, Homi Bhabha e Muniz Sodré. Em 2019 concluiu pós-doutorado oferecido pelo Mestrado Profissional em História Profissional da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), desenvolvendo a pesquisa intitulada: Axé: filosofia/epistemologia exuriana em textos de Ifá, sob a supervisão do Professor Doutor Emanoel Luis Roque Soares. Editor da Abatirá - Revista de Ciências Humanas e Linguagens (UNEB), desde janeiro de 2020.

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Publicado

2025-12-27

Como Citar

RIBEIRO, Erika Jane; FERNANDES, Alexandre Oliveira. O grito das escritas insubmissas: poéticas em deslocamento . Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários, Rio de Janeiro, v. 27, n. 3, p. e68657, 2025. DOI: 10.35520/diadorim.2025.v27n3a68657. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/article/view/68657. Acesso em: 10 mar. 2026.

Edição

Seção

DIADORIM VOLUME 27.3 - Especial - Dossiê de Literatura - Margens e travessias na produção poética de mulheres