Variação Prosódica Na Libras
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68710Resumo
Este estudo compreende um recorte do estudo de Queiroz (2025) sobre os aspectos fonológicos da Libras, mais especificamente com relação à produtividade do parâmetro marcações não-manuais - MNM - (Ferreira, 2010) como marcador prosódico. Por terem as MNM registrado um número de ocorrências superior aos demais parâmetros fonológicos da Libras no corpus de Queiroz (2025), optou-se por descrever suas variantes no presente estudo na produção de quatro glosas específicas. Tomaram-se por base os principais resultados de pesquisas sobre variação fonológica (XAVIER e BARBOSA, 2014) e lexical (Batista, 2020; Castro-Júnior, 2011) na Libras. Baseou-se igualmente em descrições prosódicas da Libras sobre o papel das expressões corporais (Goes, 2019) e as expressões não-manuais como marcadores prosódicos da Libras (Silva, 2024). O presente estudo possui uma amostra de oito surdos, estratificados em sexo, escolaridade e procedência. Para o presente estudo, selecionaram-se dados oriundos dos estímulos de quatro glosas, AJUDAR, ALTO, APERTADO e AUTOR (Queiroz, 2025). O corpus aqui analisado é formado de 168 tokens, sendo três variáveis sociais independentes, oito contextos, quatro glosas e quatro categorias de MNM que foram notados no software livre ELAN 6.8 e analisados estatisticamente pelo Pacote R. Os resultados apontam que independente da glosa-alvo: a) nos dados dos participantes do sexo feminino, com relação às marcações do rosto superior, houve predominância de [sobrancelhas levantadas] (ensino médio), já com relação às marcações do rosto inferior, do [movimento de boca] (nível superior); b) nos dados dos participantes do sexo masculino, houve predominância de movimento da cabeça tanto [para trás] como [para o lado].
Palavras-chave: Libras; prosódia; variação.
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