Escrever com o corpo, escrever nas margens: liberdade e resistência na poesia de Maria Celeste Vidal
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68720Resumo
Este artigo analisa a escrita do corpo e da liberdade na poesia de Maria Celeste Vidal, poeta e militante paraibana, presa política durante a Ditadura Militar. A partir da leitura de seus poemas — especialmente os escritos durante e após o cárcere —, propõe-se compreender como a poesia opera como escritura de si, testemunho e resistência, mobilizando uma linguagem que inscreve o corpo, a dor e a luta por justiça. A abordagem se fundamenta nos conceitos de écriture féminine (Cixous) e corpo político (Butler), além de leituras críticas sobre a poesia de Paul Celan, cuja escrita explora os limites e a ferida da língua, permitindo pensar a dimensão da palavra em contextos de violência histórica. Discutindo-se a relação entre poesia, subjetivação e memória, a obra de Vidal é aqui situada como forma de insurgência poética e política, marcada por vozes femininas historicamente silenciadas.
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