A Realização do /S/ em coda silábica na microrregião do Madeira – Amazonas
DOI:
https://doi.org/10.35520/diadorim.2025.v27n3a68727Resumo
O /S/ em coda silábica tem se mostrado produtivo para a delimitação das áreas dialetais brasileiras, principalmente no Amazonas, onde Cruz (2004), a partir da publicação do Atlas Linguístico do Amazonas – ALAM, propôs uma hipótese de isófona que dividia o estado em dois falares distintos: Rio Negro/Amazonas e Solimões e afluentes. Este caracterizado pela pronúncia alveolar, aquele pela pronúncia alveopalatal. O presente artigo, inscrito sob a perspectiva da Dialetologia Pluridimensional, objetiva identificar e analisar a variação fonética do /S/ em coda silábica na microrregião do Madeira, a partir dos dados do Atlas Linguístico do Sul Amazonense – ALSAM (Maia, 2018a). Especificamente, intentamos contribuir para ampliação da discussão sobre a possível isófona proposta no ALAM, além de fazer uma análise estatística, considerando variáveis linguísticas e extralinguísticas, a fim de identificar os fatores condicionadores da palatalização na microrregião. Os dados considerados foram coletados por meio de questionário fonético-fonológico, aplicado a 24 informantes, estratificados em localidade, sexo, faixa etária e faixa de escolaridade. Os resultados demonstraram que a variante que predomina no Madeira é a alveopalatal, sendo a variante alveolar mais frequente apenas em Humaitá, localidade representativa da microrregião na pesquisa de Cruz (2004). Além disso, observamos que a variável linguística contexto subsequente mostrou-se fundamental para a caracterização do fonema, uma vez que a consoante oclusiva alveolar surda /t/ mostrou-se favorecedora da palatalização quando o sucede. Em relação às variáveis extralinguísticas, além de localidade, na qual Manicoré e Borba favorecem a palatalização do fonema, os resultados referentes às variáveis sexo, faixa etária e escolaridade revelaram que a variante alveopalatal pode ter certo prestígio entre os informantes, uma vez que foi favorecida pelas mulheres, pelos mais jovens e pelos mais escolarizados.
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