A participação de Foucault no GIP marcou o momento de constituição de sua teoria estratégica das lutas no contexto de uma interlocução com militantes marxistas. O enfraquecimento dessa interlocução foi acompanhado pelo início das pesquisas genealógicas e por uma reformulação conceitual que dispersou o problema da racionalidade estratégica em benefício da construção de uma discursividade propriamente teórica. As controvérsias atuais ao redor dos sentidos do legado foucaultiano, cujo movimento pendular tem variado entre Marx e o neoliberalismo, revelam os efeitos de uma trajetória intelectual que se dividiu entre a reflexão crítica do combate concreto e a elaboração conceitual de um experimentalismo radical. Este artigo pretende reconstruir os principais pontos e conformações teóricas dessa trajetória.
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Biografia do Autor
Nilton Ken Ota, USP
Professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP, Brasil) e pesquisador associado do Sophiapol da Université Paris Ouest - Nanterre La Défense (Université Paris-Nanterre, França). É doutor e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da USP, graduado em ciências sociais pela USP e graduado em comunicação social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM, São Paulo, Brasil).
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