A criação de zonas de exclusividade no espaço público e a subsunção dos trabalhadores ambulantes no carnaval de Salvador a partir da Copa de 2014

Any Brito Leal Ivo

Resumo


A relevância do papel do espaço como instrumento de controle e cooptação do comércio informal por grandes agentes econômicos constitui novo modelo gestor do urbano a partir da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014. O que há de novo é a garantia do monopólio, espacialmente operacionalizado, dada às grandes empresas parceiras do Estado, representadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) e por cervejarias. O agenciamento do espaço para os interesses do grande mercado intensifica processos históricos de mercantilização e segregação, impondo transformações significativas na relação entre os circuitos inferior e superior da economia urbana e o cerceamento do direito à cidade. 


Palavras-chave


estratégias empresariais, trabalho informal, cidade, megaevento, Salvador

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