O artigo analisa a atuação do fotógrafo Arthur Fellig (Weegee) na construção do frame (quadro) do fotojornalismo. O suporte teórico provém principalmente da análise goffmaniana do frame. A metodologia se pauta na relação entre biografia e sociedade para explicar a construção de atos fotográficos em matérias jornalísticas. Demonstra-se o protagonismo de Weegee na construção de um frame do fotojornalismo com base em conceitos relacionados à transformação do frame, como modulações, fabricações e laminações. O fotojornalismo investigativo passou a reconstruir essa estratégia, mas também incluindo procedimentos manipulativos de caráter abusivo.
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Biografia do Autor
Jordão Nunes, UFG
Professor da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Federal de Goiás (UFG, Goiânia, Brasil). Integra o Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) e o Núcleo de Estudos sobre o Trabalho (Nest), ambos da UFG. É doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade de São Paulo (USP, Brasil), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFil) da UFG e graduado em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, Brasil).
Dossiê 60 Anos do Livro The Presentation of Self in Everyday Life, de Erving Goffman
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