Demandas e restrições cotidianas tensionando normatividades e lógicas em uso na atividade investigativa: Estudo de caso da Polícia Civil de Minas Gerais
O presente artigo apresenta uma análise empírica de duas experiências de “fazer investigativo” colocadas em prática pela Polícia Civil de Minas Gerais nos últimos anos para apurar crimes de homicídio. A partir de trabalhos de campo realizados em duas delegacias especializadas de investigação de crimes contra a vida, foi possível compreender como a própria instituição policial, no cotidiano do que chamamos de seu “fazer investigativo”, contorna, reinterpreta, tensiona (e ocasionalmente rompe) limites normativos tradicionalmente impostos, tanto a ela quanto às suas funções, por dimensões culturais, estruturais e institucionais-legais vigentes.
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Biografia do Autor
Eduardo Cerqueira Batitucci, Fundação João Pinheiro
Pesquisador da Fundação João Pinheiro (FJP, Belo Horizonte, Brasil) e coordenador do Núcleo de Estudos em Segurança Pública (Nesp) da FJP. É doutor e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil) e tem graduação em ciências sociais pela mesma universidade.
Luís Felipe Zilli, Fundação João Pinheiro
Pesquisador da Fundação João Pinheiro (FJP, Belo Horizonte, Brasil) e membro do Núcleo de Estudos em Segurança Pública (Nesp) da FJP. É doutor e mestre pelo PPGS da UFMG, e tem graduação em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas, Belo Horizonte, Brasil).
Amanda Mátar de Figueiredo, UFMG
Doutoranda do PPGS da UFMG, mestre em administração pública pela FJP, e tem graduação em administração pública pela mesma instituição e em direito pela UFMG. Pesquisadora da Fundação João Pinheiro (FJP, Belo Horizonte, Brasil) e membro do Núcleo de Estudos em Segurança Pública (Nesp) da FJP.
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