Buscando identificar a perspectiva de visitantes sobre os crimes atribuídos às mulheres privadas de liberdade e os locais de confinamento onde elas se encontram, apresentamos uma etnografia conduzida em duas prisões femininas. Entre o conjunto plural de interlocutores, há uma tendência de justificar a detenção das mulheres com sua vinculação a um parceiro bandido. Nenhum relato trata de crime cometido para sustento familiar, o que destoa de literatura recente sobre encarceramento feminino. A partir das narrativas, notamos que mulheres presas por crimes semelhantes são colocadas em prisões com meios de controle e punição muito distintos.
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Biografia do Autor
Helena Salgueiro Lermen
Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC), do Instituto de Medicina Social (IMS), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj, Brasil), mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, Porto Alegre, Brasil) e graduada em psicologia pela PUCRS. Tem especialização em saúde comunitária e em saúde pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, Porto Alegre, Brasil).
Martinho Braga Batista e Silva
Professor do IMS/Uerj. É doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil), mestre pelo PPGSC do IMS/Uerj e graduado em psicologia pela Universidade de Brasília (UNB, Brasil). Tem especialização em saúde mental pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz, Rio de Janeiro, Brasil).
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