Este artigo objetiva apresentar a gramática moral de atores que cultivam maconha para uso próprio, bem como interpretar como emerge uma moralidade específica a partir de suas práticas. Para tanto, usou uma metodologia qualitativa, baseada em observação direta e entrevistas semiestruturadas e referenciada no interacionismo simbólico. Foi constatado que esses atores firmam uma moralidade sui generis por meio de suas práticas. O exercício do cultivo caseiro da própria maconha é analisado como um sentimento moral legítimo de libertação em relação às repressões formais e informais enfrentadas por esses atores.
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Biografia do Autor
Marco Castro
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCSO) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, Brasil), mestre pelo mesmo programa e graduado em ciências sociais pela Universidade Federal de Viçosa (UFV, Brasil).
Paulo Cesar Pontes Fraga
Professor do PPGCSO da UFJF e professor colaborador do doutorado em Ciências Sociais (Estudos Rurais) do El Colegio de Michoacán (Colmich, Michoacán, México). É doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade de São Paulo (USP, Brasil), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PPG-PUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil) e graduado em ciências sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF, Niterói, Brasil).
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