Em A ordem moral do ato de matar, queremos mostrar como o ato de matar, considerado um dos crimes que mais ofende a moral coletiva, pode, no entanto, ser considerado um ato justificado de natureza moral por um grupo de sujeitos que cumprem pena por homicídio. Propomos a noção de “ordem moral” para compreender o regime de justificativas, as regras práticas que regem a violência mortal e as concepções de valor subjacentes que emergem das narrativas de nossos entrevistados. Essa ordem moral, que prosperaria em condições de exclusão, seria sustentada por redes sociais que toleram, reforçam e regulam os códigos morais associados à violência criminal.
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Biografia do Autor
Andrés Antillano, Instituto de Ciencias Penales- Universidad Central de Venezuela
Professor e pesquisador do Instituto de Ciencias Penales da Universidad Central de Venezuela (UCV, Caracas, Venezuela). É mestre em problemas sociais e justiça criminal pela Universitat de Barcelona (UB, Espanha) e graduado em psicologia pela UCV.
Chelina Sepúlveda
Professora da Escuela de Sociología da UCV e pesquisadora do Instituto de Estudios Avanzados (Idea, Caracas, Venezuela). É mestre em antropologia social e etnologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS, Paris, França) e graduada em psicologia UCV.
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