percepção do trabalho, sistema prisional, agentes prisionais, análise comparativa, gênero
Resumo
Este artigo desvela como agentes prisionais em Minas Gerais percebem seu trabalho, se voltado à garantia da ordem ou ao cuidado — palavra tradicionalmente associada às atividades de ressocialização no cárcere. Para tanto, analisamos se o sexo do profissional influencia essa percepção, por meio de 1.525 questionários on-line autoaplicados entre 2014 e 2015, além de entrevistas semiestruturadas com dez mulheres e 13 homens em atividade de 2016 a 2018. Na percepção dessas pessoas, a manutenção da ordem e da segurança são os principais objetivos da profissão. As similaridades dos discursos de mulheres e homens indicam a adoção de valores atribuídos ao masculino, como uso da força e brutalidade, vistos como essenciais para manter a ordem no cárcere.
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Biografia do Autor
Isabela Cristina Alves Araujo, Universidade Federal de São Carlos
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar, Brasil), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil) e graduada em ciências sociais pela UFMG. É pesquisadora do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG e membro do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos (Gevac) da UFSCar.
Ludmila Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais
Professora associada do Departamento de Sociologia da UFMG. Tem doutorado em sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj, Brasil), mestrado e graduação em administração pública pela Fundação João Pinheiro (FJP, Belo Horizonte, Brasil) e graduação em direito pela UFMG. É pesquisadora no Crisp/UFMG.
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